O Brasil celebra neste domingo (19) o Dia dos Povos Originários com um avanço importante na garantia de direitos e na redução de desigualdades. O projeto Aprender Conectado alcançou a marca de mil escolas indígenas conectadas, beneficiando 57.835 alunos com internet de alta velocidade em todo o país.
Em Santarém, no oeste do Pará, a Escola Municipal São Francisco, localizada na Aldeia Lago na Praia, é atendida pelo Aprender Conectado. A unidade, focada em educação indígena, também recebeu melhorias recentes.
““Hoje os nossos professores, os nossos alunos, o corpo administrativo e até mesmo os visitantes que venham participar aqui na escola, eles têm uma internet de qualidade. Esse projeto facilitou muito tanto a vida dos nossos professores quanto dos nossos alunos para que pudéssemos estar conectados ao mundo em tempo real, sem necessitar sair da escola pra fazer isso”, disse a diretora da Escola São Francisco, Rubeni da Silva Soares.”
A diretora expressou gratidão, pois a escola é afastada da sede do município, e a internet de alta velocidade favoreceu o processo de aprendizagem dos alunos.
O alcance do projeto às escolas indígenas representa um passo decisivo para que a tecnologia deixe de ser um privilégio das áreas urbanas e passe a apoiar a preservação da memória, das línguas maternas e o fortalecimento da autonomia das comunidades.
De acordo com o Censo Escolar, o Brasil tem 3.541 escolas de educação básica em áreas indígenas. Muitas estão em regiões remotas, o que traz grandes desafios logísticos. O Aprender Conectado atua para superar essas barreiras, garantindo conexão de qualidade.
““A conectividade nessas regiões só é possível com uma combinação de tecnologias. São soluções pensadas para superar desafios logísticos e garantir que a internet chegue a cada estudante”, afirmou Flávio Santos, diretor-geral da Entidade Administradora da Conectividade das Escolas (Eace).”
Entre as escolas indígenas já conectadas, 718 utilizam satélite e 302 contam com fibra óptica. Além disso, 508 unidades receberam geradores solares de energia.
Na Escola Dom Bosco, em São Gabriel da Cachoeira (AM), a professora Luísa Trindade Veloso afirmou que a conectividade trouxe um novo olhar para o futuro.
““A internet provocou uma mudança visível. Ampliou o embasamento das pesquisas e aumentou o envolvimento dos alunos”, disse.”
O projeto Aprender Conectado tem como objetivo levar internet de alta velocidade a cerca de 40 mil escolas públicas em áreas remotas do país. Desse total, 21 mil já estão conectadas. O projeto faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), política pública coordenada pelos Ministérios da Educação e das Comunicações, que busca garantir conexão de qualidade em 138 mil escolas em todo o Brasil.

