O crescimento benigno da próstata e o câncer de próstata são condições distintas, frequentemente confundidas pela população. Essa foi a mensagem central apresentada por especialistas no programa CNN Sinais Vitais, que foi ao ar no sábado (4). O oncologista Fernando Maluf e o urologista Rafael Coelho participaram da discussão.
Coelho explicou que o crescimento benigno da próstata está relacionado ao aumento natural do volume do órgão ao longo da vida, especialmente com o envelhecimento. Ele afirmou:
““O crescimento benigno é só aquele crescimento, o aumento do volume da próstata ao longo da vida, que causa sintomas e dificuldade miccional.””
Os sintomas do crescimento benigno incluem jato urinário mais fraco, necessidade frequente de urinar e acordar à noite para ir ao banheiro. Isso ocorre porque o aumento da próstata pode estreitar a uretra, dificultando a passagem da urina. É importante ressaltar que essa condição é benigna e não apresenta potencial letal.
Por outro lado, o câncer de próstata tem características diferentes. Coelho destacou:
““O câncer de próstata é uma doença em que há uma proliferação descontrolada de células da próstata, pode causar metástase, invadir outros órgãos, essa sim é uma doença com potencial letal.””
Uma diferença crucial entre as duas condições é a manifestação dos sintomas. Enquanto o crescimento benigno causa sintomas urinários evidentes, o câncer de próstata geralmente é assintomático em seus estágios iniciais. Por isso, os especialistas enfatizam a importância de exames preventivos para diagnosticar o câncer em fase curável.
Maluf também abordou os fatores de risco para o câncer de próstata. Ele informou que, entre 10 homens com câncer de próstata, apenas dois casos têm origem genética, relacionados a mutações em genes como o BRCA1 ou BRCA2. Os outros oito casos são influenciados por fatores familiares, estilo de vida e idade.
Os principais fatores de risco não-genéticos incluem histórico familiar, idade avançada — sendo a doença rara em pessoas com menos de 40 anos — e estilo de vida. A obesidade, por exemplo, não apenas aumenta o risco de desenvolver a doença, mas também pode levar a um prognóstico pior, com uma forma mais agressiva da doença. Outros fatores mencionados incluem dieta inadequada e falta de exercícios físicos.

