No sábado (18), o Diretório Estadual do PT (Partido dos Trabalhadores) do Rio de Janeiro anunciou apoio à pré-candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara e lançou a deputada federal Benedita da Silva como candidata ao Senado.
A decisão foi unânime e foi divulgada em comunicado nas redes sociais. O PT declarou que Paes será o principal palanque do partido e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio durante as eleições.
A relação entre Paes e o PT, especialmente com Lula, é histórica. Em seu primeiro mandato como prefeito do Rio, Paes atribuiu sua vitória ao apoio de Lula e do então governador Sérgio Cabral. Em 2024, Paes afirmou que Lula “é um grande parceiro, ajuda muito o Rio de Janeiro e converge muito com a nossa cidade”.
A escolha de Benedita da Silva, embora unânime, gerou contestação por parte de Washington Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT. Ele confirmou apoio à deputada, mas expressou surpresa com a exigência de um novo nome para primeiro suplente, que estaria envolvido em escândalos.
A indicação de Benedita foi de Manoel Severino, que foi condenado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) por superfaturamento e licitação dirigida. Severino foi presidente da Casa da Moeda no início do primeiro governo Lula e foi acusado de receber R$ 2,76 milhões no Mensalão.
No anúncio, foram divulgados dois nomes como suplentes de Benedita: Felipe Pires e Kleber Lucas. Quaquá afirmou que a contestação é para evitar que a chapa majoritária precise se explicar sobre escândalos.
Benedita da Silva é deputada federal pelo Rio desde 2011 e defende causas antirracistas e direitos humanos, sendo uma referência evangélica no partido. A equipe de Benedita foi contatada, mas não se pronunciou até o momento.
A reunião do PT que definiu o apoio a Paes e a indicação de Benedita também abordou as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio. O partido defendeu a realização de eleições diretas como a “alternativa mais adequada para o Estado”. O Rio de Janeiro é governado interinamente por Ricardo Couto de Castro, presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), desde 24 de março.
O julgamento sobre o mandato-tampão foi suspenso pelo STF (Supremo Tribunal Federal) até que um acórdão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o tema seja publicado.

