O contrato do açúcar para maio fechou em queda de 2,40% e atingiu US$ 14,23 por libra-peso na bolsa de Nova York, nesta quarta-feira (08).
Os preços foram impactados pelo recuo do petróleo bruto, o que acirra a competitividade frente ao etanol e diminui a demanda pelo biocombustível.
Como matéria-prima para o etanol, o açúcar reflete as estimativas para a demanda da commodity por usinas.
O contrato futuro do cacau para maio encerrou o dia em alta de 5,5%, a US$ 3.196 por tonelada, uma recuperação frente à queda do último pregão.
Esse movimento se deve à queda do índice do dólar ($DXY) para a mínima em quatro semanas, o que provocou uma cobertura de posições vendidas nos contratos futuros de cacau.
“Segundo o site especializado Barchart, o aumento da oferta de cacau da Costa do Marfim é um fator negativo para os preços do cacau.”
Estimativas indicam que produtores enviaram 1,45 milhão de toneladas de cacau para os portos no atual ano comercial, um aumento de 0,7% em relação às 1,44 milhão de toneladas do mesmo período do ano anterior, correspondente ao período entre outubro de 2025 a abril de 2026.
O café arábica para maio fechou o pregão desta quarta-feira com alta de 2,78%, cotado a US$ 2,9405 por libra-peso.
Os preços se recuperaram de perdas do início do dia e saltaram com o aumento das vendas a descoberto e a valorização do real brasileiro, que desestimula as exportações dos cafeicultores brasileiros e pressiona as cotações do café.
O algodão, também para maio, encerrou o dia com leve ganho de 0,5%, cotado a US$ 71,67 por libra-peso.
O mercado observa as movimentações impulsionadas pelo recuo do índice do dólar americano, assim como a queda do petróleo bruto após o anúncio de cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e Irã.
O tráfego pelo Estreito de Ormuz tem sido limitado até o momento, o que ascende o monitoramento sobre as exportações globais.

