A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz não será suficiente para acabar com a instabilidade econômica global. A declaração foi feita em um discurso na quinta-feira (9).
Cooper destacou que “a turbulência é o novo normal”. Apesar do anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um cessar-fogo no conflito com o Irã, que já dura seis semanas, não há sinais de que Teerã irá suspender o bloqueio do Estreito de Ormuz, que resultou na pior interrupção no fornecimento de energia da história.
““A instabilidade e a volatilidade estão se tornando cada vez mais crônicas. A turbulência é o novo normal”, disse Cooper.”
A ministra também mencionou que a nova realidade enfrentada pelo mundo não começou com a guerra no Irã e não terminará com a reabertura do Estreito. Ela defendeu que a passagem por essa rota marítima crucial deve ser gratuita e não deve ser “retirada unilateralmente ou vendida a licitantes individuais”.
Cooper criticou governos anteriores por serem complacentes em relação à globalização, o que deixou a Grã-Bretanha vulnerável a “cadeias de suprimentos não diversificadas usadas para coerção econômica”. Ela destacou que o governo atual, que assumiu em 2024, está adotando uma estratégia diferente para proteger o país.
““Colocar a segurança, tanto a segurança nacional quanto a segurança econômica, no centro de nossa abordagem, guiados por nossos valores e nossos interesses nacionais, sem terceirizar as decisões de política externa para ninguém”, afirmou.”
O discurso de Cooper levantou questões sobre a importância do Estreito de Ormuz para a economia global e as implicações da instabilidade na região.


