A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) divulgou uma nota nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, alertando sobre as consequências do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV).
O aumento, somado ao reajuste de 9,4% que entrou em vigor em 1º de março, faz com que o combustível represente 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. A Abear destaca que essa situação pode afetar a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo.
A associação também observa que, embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação segue a paridade internacional. Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos nos custos das companhias aéreas.
Em resposta a essa situação, a Abear defende a implementação de mecanismos que possam mitigar os impactos do aumento do QAV, visando garantir o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações.
“A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV).”

