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Réu da maior chacina do DF é absolvido de homicídio e deve ser solto

Amanda Rocha
Última atualização: 19 de abril de 2026 05:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O réu Carlos Henrique Alves da Silva, de 30 anos, foi o único dos cinco acusados da maior chacina do Distrito Federal a não ser condenado por homicídio. Os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e ficaram conhecidos como a maior chacina da história do DF. Carlos Henrique recebeu a pena mais branda do julgamento: 2 anos de prisão, apenas pelo crime de sequestro de Thiago Belchior, que foi morto em seguida, segundo a denúncia.

Os outros réus, Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira e Fabrício Silva Canhedo, foram condenados a penas que variam de 202 anos a 397 anos de reclusão e deverão cumprir pena em regime inicial fechado. Carlos Henrique, preso desde janeiro de 2023, já cumpriu mais tempo do que a pena fixada, o que levou o juiz a determinar a revogação da prisão preventiva e o cumprimento imediato da pena, resultando na sua soltura após os trâmites legais.

Durante o julgamento, Carlos Henrique afirmou que não participou das mortes e que sua atuação se limitou a um roubo. Ele declarou que o grupo tinha a intenção de abordar Thiago Belchior para roubar seu celular e acessar aplicativos bancários. A sentença foi proferida pelo juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior após votação sigilosa dos jurados.

O julgamento começou na segunda-feira (14) e incluiu o depoimento de 18 testemunhas, incluindo delegados que chefiaram a investigação. As defesas pediram que um dos delegados fosse ouvido novamente, mas não foram atendidas. O julgamento prosseguiu com os interrogatórios dos réus, onde cada um apresentou versões diferentes sobre os crimes.

As penas dos réus foram definidas individualmente, de acordo com a participação de cada um. Gideon, apontado como líder do grupo, foi condenado a 397 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão, enquanto Horácio recebeu 300 anos, 6 meses e 2 dias. Carlomam foi condenado a 351 anos, 1 mês e 4 dias, e Fabrício a 202 anos, 6 meses e 28 dias.

As defesas podem recorrer da decisão no Tribunal de Justiça, mas não conseguem obter a absolvição dos réus neste primeiro momento, devido à soberania dos veredictos do júri. A investigação apontou que os réus atuaram de forma coordenada, com divisão de tarefas e uso de violência extrema ao longo de semanas.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos na Justiça, com a possibilidade de anulação do julgamento e realização de um novo júri, caso sejam identificadas nulidades ou irregularidades no processo.

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