O especialista Ricardo Manoel Leite da Silva, professor do SENAI Santos, destacou a importância da energia solar como uma das principais estratégias de desenvolvimento das cidades durante uma palestra no Projeto de Inovação e Sustentabilidade da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém (AEAI).
Ricardo enfatizou que a transição energética não é mais uma escolha, mas uma necessidade. Ele apontou que a energia fotovoltaica se tornou uma questão de resiliência urbana, afirmando:
““Sem energia limpa e acessível, não há competitividade industrial nem bem-estar social.””
O especialista identificou três fatores que aceleraram a adoção da energia solar: avanço tecnológico, maior clareza regulatória e pressão do mercado por práticas ESG. Ele ressaltou que a Baixada Santista é um território estratégico para a expansão da energia solar, devido à sua forte presença industrial e logística.
Ricardo destacou que integrar energia solar em áreas industriais e no entorno portuário pode gerar ganhos diretos de eficiência e competitividade.
““Integrar energia solar às indústrias e ao retroporto é uma jogada estratégica para reduzir custos operacionais e fortalecer a economia regional.””
A energia solar também transforma a dinâmica urbana, permitindo que prédios públicos, escolas e hospitais produzam sua própria energia. Isso resulta em maior eficiência no uso de recursos públicos e maior autonomia energética. Ricardo observou que a energia solar passou a ser vista como um investimento, com previsibilidade de custos e aumento de renda disponível para as famílias.
Um dos pontos principais da palestra foi a mudança de percepção sobre o custo da energia solar. Ricardo explicou que a evolução tecnológica e a ampliação das linhas de financiamento tornaram a energia solar acessível a residências e pequenas empresas. O retorno do investimento ocorre, em média, entre três e cinco anos.
A engenharia desempenha um papel crucial na transição energética, integrando tecnologia, infraestrutura e estratégia. Os engenheiros são responsáveis pela concepção de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica e sua integração com redes elétricas convencionais. Eles também devem considerar soluções como armazenamento em baterias e monitoramento inteligente do consumo.
A engenheira Ângela de Paula Santos, diretora da AEAI, comentou sobre a palestra:
““O workshop foi extremamente enriquecedor, trazendo uma visão muito clara sobre a aplicação prática da energia fotovoltaica.””
Ela destacou a importância de integrar a sustentabilidade aos projetos desde a concepção, afirmando que a energia solar se consolida como uma alternativa eficiente e econômica para o futuro urbano.

