O Rio Envira voltou a transbordar no município de Feijó, no interior do Acre, afetando 80 comunidades indígenas na região. A Defesa Civil Municipal informou que a cota de transbordo do manancial, que é de 12 metros, foi ultrapassada na quinta-feira (2), alcançando 12,27 metros. Na medição das 7h desta sexta-feira (3), o nível chegou a 12,34 metros.
Além das comunidades indígenas, dois bairros na zona urbana também foram atingidos, resultando no desalojamento de uma família que precisou se abrigar na casa de parentes. Entre as comunidades afetadas estão a Aldeia Paroá-Central, que abriga indígenas da etnia Huni Kuin, onde os moradores já haviam perdido mais de 10 mil pés de banana devido a uma cheia anterior em dezembro do ano passado.
A Defesa Civil listou as localidades afetadas, incluindo o Bairro do Hospital, Bairro Aristides, Bairro Terminal, Comunidade Estirão da Benção, Aldeia Paroá Central (21 famílias), Xina Beña (34 famílias), Boa União (Baixo Rio Envira) e Novo Paraíso (25 famílias).
Em dezembro de 2025, a água havia invadido a parte da frente da Aldeia Paroá Central, submergindo plantações e causando danos significativos. O coordenador da Defesa Civil, sargento Adriano Souza, destacou que o roçado dos indígenas ficou debaixo d’água, resultando na perda total das plantações de banana.
Além do Rio Envira, a cheia do Rio Juruá também afeta a região. Com 14,10 metros nesta sexta-feira (3), a cheia já impactou mais de 20 famílias em Cruzeiro do Sul, com um aumento de 14 centímetros em comparação ao dia anterior. Ao todo, 4.991 famílias e 19,6 mil pessoas estão sendo afetadas pela cheia, que atinge 12 bairros, 15 comunidades rurais e três vilas.
A Defesa Civil Municipal está acompanhando a situação e prestando assistência aos moradores afetados. A cota de transbordo do Rio Juruá é de 13 metros, que foi ultrapassada na última segunda-feira (30).
No Rio Acre, a situação é diferente, pois o rio segue em vazante e chegou a 12,68 metros na medição ao meio-dia desta sexta-feira (3). Não houve necessidade de retirada de famílias desde que o rio ultrapassou a cota de transbordo na última segunda-feira (30).


