Um robô humanoide desenvolvido pelo Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST) demonstrou habilidades impressionantes em um teste recente. O robô, que possui cerca de 1,65 metro e pesa 75 quilos, foi projetado para correr, pular e até mesmo realizar o moonwalk com controle suave.
No teste, o robô correu por um campo de futebol, chutou uma bola em direção ao gol e mudou de direção sem hesitação. Essa capacidade de realizar movimentos repetitivos de forma controlada é um avanço significativo na robótica.
A equipe, liderada por Hae-Won Park, optou por construir todos os componentes do robô do zero, em vez de usar peças prontas. Essa decisão permitiu que os engenheiros ajustassem como a energia flui pelo corpo do robô, resultando em melhor torque e resposta mais rápida em tempo real.
Uma característica notável do robô é seu sistema Quasi-Direct Drive, que combina motores potentes com relações de engrenagem baixas, ajudando o robô a responder rapidamente enquanto mantém a estabilidade. O robô pode correr a uma velocidade de até 11,7 km/h e subir degraus com mais de 30 centímetros de altura.
Além da velocidade, a qualidade do movimento é crucial. O robô utiliza Inteligência Física para aprender a se mover de maneira que imita o movimento humano real. Os pesquisadores treinaram o robô usando aprendizado por reforço profundo combinado com dados de movimento humano, primeiro em simulação e depois no mundo real.
O robô também é capaz de navegar por terrenos irregulares usando percepção interna, sem depender de câmeras, o que amplia suas possibilidades de uso em ambientes com baixa visibilidade.
A equipe de pesquisa está desenvolvendo um sistema completo que permitirá que o robô opere em locais de trabalho reais, incluindo a capacidade de subir escadas, manusear ferramentas e se adaptar a ambientes imprevisíveis. Eles também estão criando um sistema chamado DynaFlow, que permitirá que robôs aprendam diretamente com demonstrações humanas.
Esses avanços podem transformar a automação em diversas indústrias, como construção, manufatura e logística, onde a flexibilidade é essencial. A linha entre o trabalho humano e a assistência de máquinas está começando a se borrar, o que pode mudar a natureza de muitos empregos nos próximos anos.

