O empresário Rodrigo Morgado foi alvo de uma nova operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026. Morgado, que já está preso, foi identificado como ‘contador’ em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas.
A ação é parte da Operação Narco Fluxo, que visa desarticular uma organização criminosa acusada de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais. Além de Morgado, os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo também foram detidos durante a operação.
Morgado, que possui uma empresa de contabilidade em Santos, foi preso anteriormente em outubro de 2025 durante a Operação Narco Bet. Naquela ocasião, a PF encontrou repasses de R$ 19 milhões do contador para a empresa do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, que também foi preso.
Antes de sua prisão, Morgado ganhou notoriedade ao sortear um carro em uma festa de fim de ano da empresa, mas acabou tomando o veículo da funcionária sorteada, alegando que ela não cumpriu o regulamento. Ambos chegaram a um acordo após a situação.
Atualmente, Morgado está detido na penitenciária de Caiuá, em São Paulo. O advogado Felipe Pires de Campos informou que está investigando a nova acusação e aguarda a liberação do sigilo dos autos para entender os detalhes da decisão.
A Operação Narco Fluxo foi deflagrada para cumprir 90 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões, em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. A operação resultou na apreensão de veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Rodrigo Morgado, formado em Ciências Contábeis e proprietário da Quadri Contabilidade, foi preso em um desdobramento da Operação Narco Vela, que ocorreu em abril de 2025 e também resultou na prisão do empresário por porte ilegal de arma. Durante a operação, a PF encontrou uma arma dentro do porta-luvas de seu veículo, uma Lamborghini.
Segundo as investigações, Morgado era responsável pela organização financeira do grupo criminoso, criando empresas de fachada e operando criptoativos para ocultar a origem ilícita dos valores.


