O sargento da Polícia Militar do Amazonas, Roosevelt Moraes Pires Júnior, e o venezuelano Ramon Arturo Badillo Carrasco foram presos nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, durante a Operação Torre 7, em São Paulo. A operação investiga o núcleo financeiro de uma organização criminosa atuante no Amazonas.
As investigações indicam que os dois são sócios de uma casa de câmbio em Manaus, utilizada para movimentar recursos ilícitos, especialmente por meio de criptomoedas. A empresa operava sem autorização do Banco Central e recebia valores relacionados ao transporte de drogas, além de lavar dinheiro para lideranças da facção Comando Vermelho.
De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos movimentaram cerca de US$ 72 milhões em criptomoedas ligadas ao grupo criminoso. Além disso, a casa de câmbio teria recebido aproximadamente R$ 3 milhões de pessoas associadas à facção.
Durante a operação, foram apreendidos cerca de US$ 5 milhões em ativos digitais. Um terceiro investigado, Kelisson Rego da Silva, conhecido como “Loirinho”, é considerado foragido e é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho, utilizando contas da casa de câmbio para receber pagamentos do tráfico de drogas.
A Operação Torre 7 foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), que reúne órgãos das esferas federal e estadual. A Justiça determinou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, todos executados na capital paulista.
A Polícia Militar do Amazonas foi questionada sobre a prisão de Roosevelt Moraes Pires Júnior, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

