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Setor de serviços no Brasil estagna em março devido a pressões inflacionárias

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de abril de 2026 11:09
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O setor de serviços no Brasil praticamente estagnou em março, conforme a pesquisa PMI (Índice de Gerentes de Compras) divulgada nesta segunda-feira (6). O PMI de serviços caiu para 50,1 em março, de 53,1 em fevereiro, ficando próximo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

As empresas monitoradas relataram retração na demanda e menor captação de clientes, impactadas pela redução da renda familiar e condições econômicas desafiadoras. Os novos pedidos diminuíram pela primeira vez em cinco meses, embora de forma marginal.

Os altos custos dos empréstimos afetaram as vendas, especialmente nos subsetores de serviços ao consumidor e finanças e seguros. Em março, os prestadores de serviços registraram o maior aumento nos custos de insumos em quatro meses, com evidências de alta nos gastos com bebidas, alimentos, frete, combustível, mão de obra, outros serviços e software.

Segundo as empresas, as negociações coletivas com os sindicatos, a tributação e a guerra em curso no Oriente Médio contribuíram para as pressões inflacionárias. “O mês de março foi desafiador para os provedores de serviços brasileiros, pois a guerra no Oriente Médio elevou os preços dos combustíveis e trouxe novas pressões inflacionárias para a economia”, afirmou Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

Para proteger as margens de lucro, os provedores de serviços aumentaram novamente os preços de venda em março, no ritmo mais forte desde outubro. “Essa revisão para cima parece ter restringido a demanda, com os entrevistados da pesquisa observando o impacto negativo das altas taxas de juros e da redução da renda familiar sobre a entrada de novos negócios”, completou De Lima.

Apesar disso, março registrou o segundo aumento consecutivo no emprego no setor de serviços. As empresas mantiveram-se confiantes quanto a um aumento na atividade ao longo dos próximos 12 meses, embora o nível de otimismo tenha caído em relação a fevereiro, devido a preocupações com a concorrência, pressões inflacionárias, as eleições presidenciais, altos custos de empréstimos e aumentos de impostos.

O PMI Composto do Brasil também indicou estagnação do setor privado, ao cair para 49,9 em março, de 51,3 em fevereiro.

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