O CEO da Allos, Rafael Salles, afirmou que o comércio eletrônico e os shoppings centers não são concorrentes diretos, mas sim modelos de negócio que podem coexistir e se complementar no mercado.
Segundo Salles, apesar das especulações sobre o fim das lojas físicas com o crescimento do e-commerce, a realidade é diferente. Ele destacou: “O e-commerce cresceu muito e de uma forma muito competente. É uma conveniência, de fato, é muito fácil, muito agradável consumir via o e-commerce também, mas a gente tem algo que o e-commerce não tem”.
O executivo ressaltou que o diferencial dos shoppings está na experiência social que proporcionam. “Nós promovemos o encontro. As pessoas se conhecem, se encontram no shopping. Então, o shopping não é um produto que compete com o e-commerce”, afirmou.
Na visão de Salles, os centros comerciais competem, na verdade, com outras atividades de lazer, entretenimento e lifestyle. Ele enfatizou que o papel dos shoppings é complementar à jornada do consumidor.
Os resultados da Allos parecem confirmar essa visão. Salles mencionou que a empresa encerrou o ano com a maior taxa de ocupação de sua história, com mais de 97% de ocupação na média do portfólio. “A gente terminou o ano agora com a maior ocupação da história nos nossos shoppings, com mais de 97, quase 98% de ocupação na média do portfólio. E depois de ter passado por uma pandemia”, ressaltou.
Esse desempenho, segundo Salles, demonstra que mesmo com o crescimento do e-commerce, os shoppings mantêm sua relevância por oferecerem um componente diferenciado. “O shopping tem um componente muito diferente, um componente de encontro, componente de conexão. E o ser humano é gregário, então as pessoas querem se encontrar”, concluiu.
Além disso, os centros comerciais também servem como plataforma para que marcas exibam seus produtos e utilizem a infraestrutura física para operações que integram o online e o offline.


