Steve Forbes afirma que a questão central é se o Ocidente tem a disciplina necessária para concluir o que começou no Irã. A declaração ocorre em meio a negociações entre os EUA e o Irã em Islamabad, onde um frágil cessar-fogo está em vigor e as tensões no Estreito de Ormuz continuam.
Forbes sugere que o presidente Trump deve anunciar uma colaboração com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para construir rapidamente oleodutos que contornem o Estreito de Ormuz. Ele menciona que essa ideia foi proposta pelo especialista em energia e tecnologia Mark P. Mills, que afirma que os oleodutos poderiam ser construídos em questão de meses.
Forbes critica a ideia de que o Irã possa mudar suas intenções, afirmando que o regime é corrupto e implacável em sua ideologia radical. Ele destaca que o Irã busca impor sua visão de mundo no Oriente Médio, erradicar Israel e submeter os EUA e a Europa.
O autor refuta a noção de que o regime iraniano, após sofrer perdas significativas, possa estar disposto a negociar. Ele menciona a crença do Irã de que possui cartas na manga, como a capacidade de interromper o tráfego no Estreito de Ormuz e danificar instalações de petróleo em países vizinhos, apoiado por inteligência da Rússia e da China.
Forbes alerta que, independentemente do que ocorrer nas negociações, o regime iraniano acredita que sua sobrevivência será uma vitória, o que representaria uma derrota estratégica para os EUA. Ele enfatiza que a teocracia iraniana não é apenas mais um regime hostil, mas uma ameaça real à civilização.
O autor conclui que os EUA devem abandonar a ilusão de que o Irã está disposto a se render e se preparar para retomar as hostilidades. Ele recomenda que o Pentágono e Israel continuem seus ataques e que os envios de petróleo do Irã sejam cortados, especialmente para a China.

