Um homem de 25 anos foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, suspeito de provocar um incêndio que deixou uma mulher trans com 80% do corpo queimado em Curvelo. O caso está sendo investigado como tentativa de homicídio.
Segundo a PCMG, o suspeito teria agido motivado por ciúmes e sentimento de posse após o término de um relacionamento com o atual companheiro da vítima. Ele invadiu a residência e ateou fogo na mulher, de 36 anos, utilizando uma substância inflamável. A ação foi caracterizada como meio cruel, com potencial de causar intenso sofrimento físico.
A vítima permanece internada em estado gravíssimo, enquanto o ex-companheiro do suspeito não sofreu ferimentos. Após o ataque, o investigado fugiu, mas foi localizado e preso durante as diligências da Polícia Civil. A apuração revelou que o suspeito já havia realizado ameaças anteriores, indicando uma escalada de violência que culminou no crime.
“A defesa do suspeito afirmou que “o investigado é inocente, confiando que a verdade será devidamente comprovada no curso do processo.””
O ataque ocorreu no dia 7 de abril, quando a mulher trans ficou gravemente ferida após a casa onde dormia com o namorado ser invadida e incendiada. O tenente Rodrigo Fonseca, da Polícia Militar, relatou que o autor pulou o muro da residência e ateou fogo na cozinha. O casal ouviu o barulho e saiu para verificar, encontrando o cômodo em chamas.
Ao tentarem sair pela porta da cozinha, a vítima escorregou, caiu ao solo e sujou suas vestes com álcool, o que fez com que seu corpo pegasse fogo. Ela tentou apagar as chamas no banheiro, mas o autor jogou mais produto inflamável pela janela, atingindo-a novamente. A mulher conseguiu sair da casa e pulou na piscina para tentar apagar as chamas.
O companheiro da vítima identificou o autor do incêndio como seu ex-namorado, que fugiu do local com as roupas em chamas. O relacionamento entre eles durou três anos e terminou recentemente. No hospital, os policiais foram informados de que as lesões da mulher eram gravíssimas e que ela precisou ser transferida para outra unidade de saúde.
A família da vítima confirmou que ela teve 80% do corpo queimado. Uma testemunha relatou que o casal estava junto há pouco mais de um mês e que o ex-namorado do homem já havia ameaçado a vítima anteriormente. Na casa, os militares encontraram um galão no chão da cozinha, que, segundo o morador, foi usado pelo suspeito. O recipiente não foi consumido pelas chamas, pois o fogo foi apagado com uma mangueira.

