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TCE identifica irregularidades em almoxarifados escolares na região de Campinas

Amanda Rocha
Última atualização: 3 de abril de 2026 06:41
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) em almoxarifados de escolas na região de Campinas encontrou diversas irregularidades na gestão de materiais e uniformes. A vistoria, realizada em 23 de março, revelou problemas como a ausência de controle de estoque e condições inadequadas de armazenamento.

Nos municípios de Valinhos, Vinhedo, Socorro, Mogi Mirim, Hortolândia e Artur Nogueira, não foram encontrados sistemas que possibilitem o acompanhamento da entrada e saída de materiais. Em Amparo, foram identificadas divergências significativas entre os registros do sistema e o estoque físico, como camisas escolares e calças.

Em Mogi Mirim, cerca de 7 mil livros foram encontrados além da necessidade, e em Sumaré, livros de gestões anteriores não fazem parte do programa pedagógico atual. As condições dos almoxarifados também foram criticadas, com um extintor em Valinhos com validade vencida desde 2024 e livros armazenados no chão em Socorro, em ambiente com umidade.

““Após o balanço, os prefeitos e responsáveis serão notificados para que apresentem justificativas e corrijam as irregularidades em curto prazo”, informou o TCE.”

As prefeituras afirmaram estar cientes das irregularidades e que estão tomando providências. Em Mogi Mirim e Vinhedo, as administrações planejam questionar alguns itens dos relatórios, enquanto Amparo criou uma comissão para investigar as falhas.

A fiscalização em Americana revelou divergências no controle de estoque e falhas na organização dos materiais. A Secretaria de Educação local negou irregularidades e afirmou que a fiscalização apontou apenas dois pontos de melhoria.

Em Artur Nogueira, a falta de controles básicos compromete o planejamento e a distribuição de materiais, e a Secretaria de Educação informou que está realizando um estudo técnico para aperfeiçoar os processos internos.

Em Campinas, a fiscalização destacou riscos à segurança, como a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e discrepâncias entre o saldo do sistema e o estoque real. A Secretaria de Educação já iniciou ações para corrigir os apontamentos.

Por fim, a Prefeitura de Hortolândia informou que mantém o almoxarifado em bom estado e que, em 2026, entregou 75 mil peças de uniformes para os alunos da rede municipal.

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