Uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) em almoxarifados de escolas na região de Campinas encontrou diversas irregularidades na gestão de materiais e uniformes. A vistoria, realizada em 23 de março, revelou problemas como a ausência de controle de estoque e condições inadequadas de armazenamento.
Nos municípios de Valinhos, Vinhedo, Socorro, Mogi Mirim, Hortolândia e Artur Nogueira, não foram encontrados sistemas que possibilitem o acompanhamento da entrada e saída de materiais. Em Amparo, foram identificadas divergências significativas entre os registros do sistema e o estoque físico, como camisas escolares e calças.
Em Mogi Mirim, cerca de 7 mil livros foram encontrados além da necessidade, e em Sumaré, livros de gestões anteriores não fazem parte do programa pedagógico atual. As condições dos almoxarifados também foram criticadas, com um extintor em Valinhos com validade vencida desde 2024 e livros armazenados no chão em Socorro, em ambiente com umidade.
““Após o balanço, os prefeitos e responsáveis serão notificados para que apresentem justificativas e corrijam as irregularidades em curto prazo”, informou o TCE.”
As prefeituras afirmaram estar cientes das irregularidades e que estão tomando providências. Em Mogi Mirim e Vinhedo, as administrações planejam questionar alguns itens dos relatórios, enquanto Amparo criou uma comissão para investigar as falhas.
A fiscalização em Americana revelou divergências no controle de estoque e falhas na organização dos materiais. A Secretaria de Educação local negou irregularidades e afirmou que a fiscalização apontou apenas dois pontos de melhoria.
Em Artur Nogueira, a falta de controles básicos compromete o planejamento e a distribuição de materiais, e a Secretaria de Educação informou que está realizando um estudo técnico para aperfeiçoar os processos internos.
Em Campinas, a fiscalização destacou riscos à segurança, como a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e discrepâncias entre o saldo do sistema e o estoque real. A Secretaria de Educação já iniciou ações para corrigir os apontamentos.
Por fim, a Prefeitura de Hortolândia informou que mantém o almoxarifado em bom estado e que, em 2026, entregou 75 mil peças de uniformes para os alunos da rede municipal.

