A Linha 17-Ouro do metrô de São Paulo, inaugurada em 31 de março de 2026, utiliza a tecnologia de monotrilho da BYD, que foi implementada em diversas cidades da China antes de chegar ao Brasil.
O projeto, que começou a ser planejado para a Copa do Mundo de 2014, enfrentou atrasos e investimentos que totalizaram R$ 5,8 bilhões. A linha possui 6,7 quilômetros de extensão e conecta o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi, com oito estações ao todo.
Os trens da Linha 17-Ouro operam de forma automatizada e utilizam energia elétrica, o que os torna mais sustentáveis. Um dos principais diferenciais é a bateria embarcada, que permite a operação mesmo em caso de falha no fornecimento externo de energia.
““Esse projeto consolida um novo padrão de mobilidade urbana e abre caminho para a expansão dessa tecnologia em outras cidades da América Latina”, disse Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil.”
Atualmente, a operação da linha ocorre de segunda a sexta, das 10h às 15h, com previsão de operação completa para outubro de 2026. Inicialmente, apenas duas das 14 composições estarão em uso, cada uma com capacidade para 616 passageiros.
As estações da Linha 17-Ouro incluem Morumbi, Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Aeroporto de Congonhas e Washington Luís, sendo que esta última ainda não está em operação, com previsão de abertura para junho de 2026.
Além disso, a expansão da linha foi autorizada, com a inclusão de quatro novas estações: Américo Maurano, Vila Paulista, Panamby e Paraisópolis, que devem adicionar aproximadamente 4,6 quilômetros ao trajeto.
A bateria dos trens permite autonomia para percorrer cerca de oito quilômetros em caso de interrupção de energia, garantindo que o veículo chegue à próxima estação com segurança. A recarga é automática e ocorre durante a operação normal, aproveitando também a energia gerada nas frenagens.
““Isso significa que, mesmo em um cenário adverso, o veículo tem condição de chegar à próxima estação com segurança”, afirmou Baldy.”
O sistema é integrado ao Centro de Controle Operacional do Metrô de São Paulo, que monitora o funcionamento dos trens em tempo real, garantindo alta confiabilidade operacional.

