O jornal americano The Wall Street Journal publicou um artigo intitulado “Como uma gangue de prisão brasileira se tornou uma força global no tráfico de cocaína”, abordando a história e a expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção, que surgiu em um presídio em São Paulo, atualmente monopoliza o tráfico de cocaína que sai da América Latina em direção à Europa.
A expansão do PCC ganhou destaque internacional após declarações do ex-presidente americano Donald Trump, que sinalizou a possibilidade de classificar o grupo como uma organização terrorista. O governo brasileiro, liderado por Lula, se opõe a essa classificação, argumentando que o PCC busca objetivos financeiros ilícitos, ao contrário de grupos terroristas que têm motivações ideológicas.
O artigo, divulgado no dia 20 de abril de 2026, detalha a formação do PCC e sua evolução para uma organização criminosa estruturada de maneira empresarial. “Diferentemente dos narcotraficantes mexicanos, das milícias colombianas fortemente armadas ou dos grandes chefes do Comando Vermelho carioca, os membros do PCC têm um perfil discreto e empresarial, buscando fortuna e não fama — fugindo da violência gratuita que atrai a polícia e a televisão”, afirma o texto.
Além do tráfico de drogas, o PCC diversificou suas atividades, investindo em postos de gasolina, exploração de pesca, extração de ouro, motéis e comércios regulares para lavagem de dinheiro, sempre mantendo uma conduta discreta. O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, de São Paulo, que atua no combate ao PCC, é um dos entrevistados da matéria.
O artigo também menciona que a facção se expandiu para a Europa, que se tornou seu principal mercado consumidor de cocaína, e está presente em trinta países, incluindo os Estados Unidos. “As autoridades americanas encontraram membros isolados do PCC na Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee”, destaca o texto, que ainda informa que, no ano passado, a Justiça dos EUA acusou dezoito brasileiros por vínculos com a facção.

