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Leitura: TJ-MA aumenta pena de Júnior do Nenzin para 22 anos por assassinato do pai
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TJ-MA aumenta pena de Júnior do Nenzin para 22 anos por assassinato do pai

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de abril de 2026 12:59
Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aumentou, na terça-feira (14), a pena de Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como ‘Júnior do Nenzin’, para 22 anos de prisão pelo assassinato do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o ‘Nenzim’.

Júnior do Nenzin havia sido condenado em 22 de maio de 2025 a 16 anos de prisão em regime fechado por participar do crime, que ocorreu em dezembro de 2017, na zona rural de Barra do Corda, no sul do Maranhão.

A decisão do TJ-MA manteve a condenação, alterando apenas o tempo de pena, considerando que os 16 anos anteriormente fixados eram insuficientes diante da gravidade do crime. A mudança foi aprovada por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal.

Os desembargadores negaram o recurso da defesa e acataram os pedidos do Ministério Público e da assistência de acusação para aumentar a pena. Durante o julgamento, os magistrados identificaram falhas no cálculo da pena inicial e revisaram critérios como culpabilidade, personalidade, circunstâncias e consequências do crime, todos avaliados de forma negativa.

Além disso, o tribunal ajustou pontos técnicos, como o reconhecimento de agravantes, e considerou o fato de a vítima ser idosa, o que contribuiu para o aumento da pena. Júnior do Nenzin foi condenado em março de 2025 após júri popular por participação no homicídio do pai, classificado como homicídio triplamente qualificado e parricídio.

No recurso, a defesa solicitou a anulação do júri, alegando que a decisão foi contrária às provas, e pediu a redução da pena. No entanto, os desembargadores rejeitaram os pedidos, afirmando que a condenação está baseada no conjunto de provas e que a decisão dos jurados deve ser mantida, conforme o princípio da soberania dos veredictos.

Com a nova decisão, a pena de Júnior do Nenzin passa a ser de 22 anos de reclusão em regime fechado. Ele está preso desde março de 2025 e cumpre pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O crime ocorreu na manhã do dia 6 de dezembro de 2017, quando ‘Nenzim’ foi assassinado com um tiro no pescoço. No dia do crime, Júnior do Nenzin estava junto ao pai e não havia mais ninguém no local. Após a morte, o veículo em que estavam não seguiu direto para o hospital, aumentando as suspeitas sobre o filho.

Imagens de câmeras de segurança também mostraram a caminhonete dirigida por Mariano Filho na principal avenida do condomínio onde o ex-prefeito foi morto. Apesar das evidências, Júnior do Nenzin nega o crime. Dias após a morte do pai, ele foi preso na casa de um amigo.

As investigações indicaram que o assassinato do ex-prefeito teria sido motivado pelo roubo de gado de sua propriedade. Mariano Filho estaria devendo agiotas e teria vendido as cabeças de gado da fazenda do pai para pagar essas dívidas.

Mais de 20 testemunhas foram ouvidas durante as investigações, que culminaram na denúncia do Ministério Público do Maranhão (MPMA) por homicídio qualificado.

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