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Trabalho doméstico formal perde 41 mil postos em 2025, diz Ministério

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de abril de 2026 20:25
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O total de trabalhadores domésticos no Brasil caiu em 41 mil postos de trabalho formais em 2025, conforme divulgado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nesta sexta-feira (10). No final de 2025, havia 1.302.792 trabalhadores com carteira assinada, enquanto em 2024 o total era de 1.343.792.

Essa redução representa o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2015. O ano de 2025 foi o quarto consecutivo em que o número de empregados domésticos registrados apresentou queda. O MTE classifica como “trabalho doméstico” diversas funções, incluindo empregados domésticos em serviços gerais, babás, enfermeiros, motoristas particulares e mordomos.

Por outro lado, o setor doméstico registrou um aumento na remuneração mensal média em 2025. Desde 2022, os salários têm mostrado crescimento, atingindo o maior patamar da série histórica. A remuneração média em 2025 foi de R$ 2.047,92, um aumento de R$ 98,86 em relação ao final de 2024.

O levantamento do MTE indica que a maioria dos trabalhadores registrados no setor doméstico são empregados de serviços gerais, totalizando 991.391 empregos, o que representa 76% do total de vínculos trabalhistas em residências no país. No entanto, essa categoria apresenta a segunda pior remuneração média, com um salário de R$ 1.885,09 por mês.

A função com o salário médio mais baixo foi a de empregado doméstico faxineiro, com 23.800 trabalhadores registrados em 2025 e uma renda mensal de R$ 1.847,13. Em contrapartida, as cinco categorias com os maiores rendimentos médios foram: Enfermeiro (R$ 4.625,71), Chefe de cozinha (R$ 3.539,21), Técnico de enfermagem (R$ 3.317,25), Mordomo de residência (R$ 3.177,03) e Atendente de enfermagem (R$ 3.132,89).

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, afirmou que os dados mostram que o setor “permanece estruturado e relevante no mercado de trabalho brasileiro”. Ela destacou que, apesar da leve redução no número de vínculos formais em 2025, houve um importante movimento de valorização da remuneração média real, indicando avanços na qualidade do emprego doméstico. Montagner também apontou a necessidade de políticas públicas que ampliem a formalização e promovam melhores condições de trabalho.

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