Três navios navegaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, com a maioria deles vinculada ao Irã. Os dados de rastreamento de navios mostram que, apesar do cessar-fogo de duas semanas entre Teerã e Washington, outras embarcações adiaram suas viagens.
Entre os navios que deixaram as águas iranianas estão um superpetroleiro com capacidade para transportar dois milhões de barris de petróleo bruto, um navio-tanque de abastecimento e um navio-tanque menor. Essas informações foram obtidas a partir de análises das plataformas Kpler e Lloyd’s List Intelligence.
Além disso, quatro navios graneleiros, incluindo um que transportou minério de ferro do Irã para a China, também zarparam no mesmo período.
O conflito no Oriente Médio, que envolve os Estados Unidos e Israel contra o Irã, teve início em 28 de fevereiro, após um ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades iranianas de alto escalão também foram mortas, e os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos.
Em resposta, o Irã atacou países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de Ali Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, seu filho. Especialistas acreditam que ele não fará mudanças significativas e representará a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, considerando-a um “grande erro”.


