O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, que o presidente do Irã deseja um cessar-fogo entre as partes do conflito. O Irã não respondeu imediatamente à declaração de Trump.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump mencionou o “presidente do novo regime do Irã”, embora Masoud Pezeshkian seja o presidente do país desde julho de 2024, após a morte de Ebrahim Raisi. Segundo Trump, um cessar-fogo só ocorreria quando o Estreito de Ormuz estivesse “aberto, livre e desimpedido”.
Trump escreveu: “Até lá, vamos bombardear o Irã até a destruição ou, como dizem, de volta à Idade da Pedra!!!”. Na terça-feira, em entrevista à rede Al Jazeera, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, sinalizou a disposição de Teerã em continuar lutando. Ele destacou que os países não estão em negociações e que o Irã não respondeu a uma suposta proposta de 15 pontos apresentada por Washington para encerrar o conflito.
“Não se pode falar com o povo do Irã na linguagem das ameaças e dos prazos”, disse Araghchi. “Não estabelecemos nenhum prazo para nos defendermos”. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a República Islâmica tem a “vontade necessária” para acabar com a guerra, desde que seus inimigos apresentem “as garantias necessárias” de que o conflito não será retomado.
Trump, cujas declarações sobre a guerra oscilam entre um tom combativo e conciliador, surpreendeu ao afirmar que a guerra poderia terminar em “duas, talvez três semanas”, caso houvesse ataques americanos e israelenses contra o território iraniano. “Mas vamos terminar o trabalho”, insistiu.
Um dia antes, Trump havia prometido “aniquilar” a estratégica ilha iraniana de Kharg e poços de petróleo se um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz não fosse alcançado rapidamente. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reiterou que a República Islâmica tem a “vontade necessária” para acabar com a guerra, desde que garantias sejam apresentadas.
Contudo, Abbas Araghchi reiterou, em uma entrevista exibida nesta quarta-feira, que o país não está em negociações com os Estados Unidos e que Teerã não respondeu a uma proposta de 15 pontos. “Recebemos mensagens da parte americana, algumas diretas e outras por meio de nossos amigos na região, e sempre que é necessário respondemos às mensagens”, declarou ao canal Al Jazeera.
A Guarda Revolucionária ameaçou atacar empresas americanas de alta tecnologia, como Google, Intel, Meta e Apple, em caso de mais “assassinatos” de dirigentes iranianos.


