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Trump afirma que Irã pode ser ‘dizimado’ na terça-feira

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de abril de 2026 14:30
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 6, que o Irã pode ser ‘dizimado’ em uma única noite, com a possibilidade de isso ocorrer já na terça-feira.

Trump declarou: ‘O país inteiro poderia ser dizimado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã’. Ele tem reiterado que Washington pode atacar usinas de energia, pontes e outras infraestruturas no Irã caso Teerã não chegue a um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz.

No fim de semana, o presidente americano estipulou que o Irã tinha até terça-feira, às 20h, para fechar um acordo. Ele escreveu em sua rede social, a Truth Social:

“‘Abram o estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno.'”

Trump já havia adiado prazos anteriormente, alegando ‘conversas produtivas’ com os iranianos sobre um possível acordo de trégua. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadim, denunciou as ameaças de Trump, afirmando que poderiam configurar ‘crimes de guerra’.

O comando militar iraniano advertiu que, se os ataques contra alvos civis continuarem, as próximas fases de suas operações de ataque e represália serão ‘muito mais devastadoras e amplas’. A força naval da Guarda Revolucionária anunciou que está preparando uma ‘nova ordem’ no Golfo e que as condições no Estreito de Ormuz ‘nunca voltarão ao status anterior, em particular para os Estados Unidos e Israel’.

Tanto os EUA quanto o Irã rejeitaram um cessar-fogo de 45 dias proposto por mediadores do Paquistão, Egito e Turquia. Teerã prefere negociar o fim total do conflito em vez de uma trégua temporária. Washington afirmou que a medida não foi validada por Trump.

A proposta visava um cessar-fogo imediato que poderia permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o comércio global de petróleo. Um relatório do portal de notícias Axios indicou que as tratativas incluíam troca de mensagens entre o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

O acordo formulado pelos mediadores previa um cessar-fogo de 45 dias, com o tempo sendo utilizado para negociar o fim permanente da guerra. O Irã, no entanto, expressou preocupação com qualquer acordo que deixasse o país vulnerável a novos ataques.

Altos funcionários iranianos afirmaram que Teerã entende que os EUA ‘não estão prontos’ para um cessar-fogo permanente e que o Estreito de Ormuz não será reaberto por uma trégua temporária. O Estreito de Ormuz é responsável por 20% do tráfego global de petróleo e gás natural, com aproximadamente 14 milhões de barris passando por ele diariamente.

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