O presidente Donald Trump voltou a criticar a Otan nesta quarta-feira (8), após um encontro a portas fechadas na Casa Branca com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte.
Trump afirmou: “A Otan não estava lá quando precisamos deles — e não estará se precisarmos novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele grande pedaço de gelo mal administrado!!!”, em uma postagem na sua rede social Truth Social.
Mais cedo, Rutte comentou que teve uma conversa “franca e aberta” com Trump, onde o presidente expressou decepção com os aliados europeus. “Pude destacar que a grande maioria dos países europeus têm colaborado com bases, logística, sobrevoos”, disse Rutte à CNN Internacional após a reunião.
A Otan é uma aliança militar composta por mais de 30 países, incluindo os EUA e nações europeias como França, Itália e Reino Unido. Desde a criação da organização em 1949, os Estados Unidos desempenham um papel militar central na aliança.
Trump tem cobrado maior participação dos aliados no financiamento e nas operações militares. Em 2025, os membros da Otan aprovaram um aumento significativo dos gastos com defesa, dentro de um plano com metas até 2035.
Além disso, Trump está avaliando medidas para punir países da Otan que não apoiaram os EUA na guerra contra o Irã. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal. O plano inclui a possibilidade de transferir tropas americanas para países que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia.
A Casa Branca também acusou a Otan de ter dado as costas aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou: “Eles foram postos à prova e falharam”. Ela acrescentou que é triste que a Otan tenha ignorado o povo americano, que financia sua defesa.
Questionada sobre uma possível retirada dos Estados Unidos da aliança, Leavitt mencionou que o tema já foi abordado por Trump e poderá ser discutido no encontro com Rutte. Antes da reunião, o secretário-geral da Otan conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre operações militares contra o Irã, a guerra na Ucrânia e a coordenação entre os aliados.
Rutte deve utilizar sua relação pessoal com Trump para tentar amenizar as críticas do presidente à aliança. Trump já elogiou Rutte, chamando-o de “um cara formidável” e “genial”, mas continua a criticar países europeus por não apoiarem os EUA e Israel na ofensiva contra o Irã, que começou no final de fevereiro e atualmente está em pausa após uma trégua anunciada na terça-feira (7).


