O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso na Casa Branca na noite de quarta-feira, 1º de abril de 2026, onde reiterou suas posições sobre a guerra no Irã. O pronunciamento, que durou 20 minutos, foi em grande parte uma repetição de declarações anteriores, afirmando que os ‘objetivos estratégicos centrais’ da operação militar dos EUA e de Israel estão ‘próximos de serem concluídos’ após um mês de conflito.
Trump projetou que a guerra deve durar entre mais duas e três semanas e fez ameaças habituais ao Irã, incluindo a promessa de bombardear o país ‘de volta à Idade da Pedra’. Ele tentou convencer os americanos de que a guerra é um ‘investimento’ em seu futuro, apesar de pesquisas mostrarem que a maioria dos eleitores desaprova a operação militar iniciada em 28 de fevereiro.
O discurso deixou muitas perguntas sem resposta, especialmente sobre o futuro da guerra e possíveis saídas para os EUA. Israel continua atacando o Irã e sendo alvo de ataques, como o ocorrido em Tel Aviv na mesma data do discurso. Uma questão central é se o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, concorda com o cronograma apresentado por Trump.
Além disso, não houve menção ao plano de paz de 15 pontos que a Casa Branca havia pressionado o Irã a aceitar. A reabertura do estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, também não foi abordada de forma clara. Trump fez declarações contraditórias sobre o assunto, sugerindo que aliados deveriam retomar o controle do estreito, mas também afirmando que ele se reabriria ‘naturalmente’ após o fim da guerra.
O preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou US$ 4 por galão pela primeira vez em quase quatro anos, refletindo as preocupações com o impacto do conflito. A aprovação média de Trump caiu de 52,4% em janeiro de 2025 para 39,5% em abril de 2026, em um cenário que se agrava a meses da eleição de meio de mandato em novembro.
Trump, que busca uma saída para a guerra, continua a enfrentar desafios significativos em sua administração. Enquanto isso, a China culpou os EUA e Israel pelo bloqueio em Ormuz, e a Rússia se disse ‘pronta para ajudar’ a resolver o conflito.

