O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país sairá do Irã “muito rapidamente” e poderá retornar para “ataques pontuais”, se necessário. A declaração foi feita à agência de notícias Reuters na quarta-feira, 1º de abril de 2026, horas antes de um pronunciamento à nação.
Questionado sobre quando a guerra com o Irã seria considerada encerrada, Trump respondeu: “Não posso dizer exatamente… vamos sair bem rápido”. Ele acrescentou: “Eles não terão uma arma nuclear porque são incapazes disso agora, e então eu irei embora, e levarei todos comigo, e se for preciso, voltaremos para fazer ataques pontuais”.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump mencionou que o presidente iraniano deseja um cessar-fogo, mas o Irã não se manifestou publicamente. O conflito foi desencadeado por ataques americanos e israelenses contra o território iraniano. Trump afirmou que um cessar-fogo só ocorreria quando o Estreito de Ormuz estivesse “aberto, livre e desimpedido”. Ele também escreveu: “Até lá, vamos bombardear o Irã até a destruição ou, como dizem, de volta à Idade da Pedra!!!”.
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, indicou que Teerã está disposto a continuar lutando e que não há negociações em andamento. Ele afirmou: “Não se pode falar com o povo do Irã na linguagem das ameaças e dos prazos”. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que a República Islâmica tem a “vontade necessária” para acabar com a guerra, desde que garantias sejam apresentadas para evitar a retomada do conflito.
Trump, cujas declarações sobre a guerra variam entre um tom combativo e conciliador, surpreendeu ao afirmar que a guerra poderia terminar em “duas, talvez três semanas”. Ele prometeu “aniquilar” a ilha iraniana de Kharg e poços de petróleo se um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz não fosse alcançado rapidamente.
Nos bastidores, Trump teria dito que estaria disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse fechado. O presidente e sua equipe avaliaram que uma operação para reabrir a rota marítima prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas estabelecido anteriormente.
O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos pelo planeta, está fechado desde o início do conflito em 28 de fevereiro, causando turbulências nos mercados globais. O barril de Brent disparou de US$ 60 para mais de US$ 100, atingindo picos próximos a US$ 120. O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, informou que entre 30% e 40% da capacidade de refino do Golfo Pérsico foi danificada ou destruída pelos ataques do Irã, resultando em um déficit de 11 milhões de barris por dia nos mercados globais de petróleo.

