O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica nas redes sociais na quarta-feira, 15, ao republicar uma imagem de forte apelo religioso. Na imagem, Trump aparece ao lado de Jesus Cristo, com os olhos fechados e a cabeça repousada sobre o ombro do messias, enquanto a bandeira americana se desvanece ao fundo, envolta por uma luz.
A publicação ocorre dois dias após Trump ter postado outra imagem gerada por inteligência artificial, na qual ele era retratado como Deus, curando um enfermo em uma cena renascentista. A nova imagem foi acompanhada por uma legenda provocativa: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar, mas eu acho bem bonitinho!”, escreveu Trump.
A imagem original, assinada por um perfil chamado “Irlandeses por Trump”, trazia um texto ainda mais inflamado, afirmando: “Não me surpreende que, com todos esses monstros satânicos e assassinos de crianças, Deus esteja jogando a carta Trump”.
Essas postagens ocorrem em meio a uma crescente tensão diplomática entre a Casa Branca e o Vaticano. Trump tem travado um raro confronto com o papa Leão XIV, algo que não se via desde os tempos de Napoleão Bonaparte, no início do século XIX. O presidente já declarou publicamente que não é “fã” do pontífice.
Na noite do último domingo, 12, Trump chamou Leão XIV de “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. Ele alegou que o papa só foi eleito “porque era americano, e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Donald J. Trump”. Trump também ordenou que o pontífice “se comporte como papa, use o bom senso, pare de ceder à esquerda radical e se concentre em ser um grande Papa, não um político”.
Trump afirmou ainda que Leão XIV está prejudicando a Igreja Católica. A reação religiosa não demorou a surgir. O bispo Robert Barron, integrante da Comissão de Liberdade Religiosa de Trump, classificou a publicação como “totalmente inadequada e desrespeitosa” e afirmou que “o presidente deve um pedido de desculpas ao Papa”.
O próprio Leão XIV, a bordo do avião papal na segunda-feira, 13, disse a repórteres que não tem “nenhum medo do governo Trump” e que continuará pregando o Evangelho, especialmente em meio à guerra no Irã.


