O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que Israel nunca o convenceu a entrar na guerra contra o Irã. ‘Israel nunca me convenceu a entrar na guerra com o Irã; os acontecimentos de 7 de outubro, somados à minha opinião de toda a vida de que O IRÃ NUNCA PODE TER UMA ARMA NUCLEAR, foram o que fizeram isso’, declarou em uma publicação no Truth Social.
Mais cedo, Trump disse ao ‘New York Post’ que está disposto a se reunir com líderes iranianos de alto escalão se houver avanço nas negociações. O presidente americano também informou que o vice-presidente JD Vance e uma delegação dos EUA estão a caminho de Islamabad, capital do Paquistão, para negociar sobre o Irã ainda nesta segunda, com desembarque previsto nas próximas horas. O Paquistão atua como mediador na guerra entre os EUA e Irã.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que ainda não tomou uma decisão sobre sua participação na próxima rodada de negociações com os Estados Unidos, após acusar Washington de não levar o diálogo a sério. ‘Neste momento, enquanto falo, não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito’, afirmou o porta-voz da diplomacia, Esmail Baqai, durante uma entrevista coletiva.
Uma nova rodada de negociações entre os dois países estava prevista para começar nesta segunda no Paquistão. No domingo (19), Trump anunciou que uma delegação americana viajaria ao Paquistão para reativar as negociações com o Irã, ameaçando destruir ‘todas as usinas elétricas e todas as pontes do Irã’ se as conversas fracassarem.
O vice-presidente dos Estados Unidos chefiará a delegação americana, conforme um funcionário da Casa Branca. JD Vance liderou o grupo de negociadores americanos que viajou ao Paquistão para o primeiro ciclo de diálogo, junto com o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner. A imprensa iraniana destacou que a suspensão do bloqueio naval americano é uma condição prévia para as conversações.
No domingo (19), o Comando Central do Exército dos Estados Unidos divulgou um vídeo do momento em que militares entram no navio cargueiro iraniano interceptado no Golfo de Omã. As imagens mostram militares descendo de rapel diretamente nos contêineres do navio cargueiro, conhecido como Touska. Antes da entrada dos militares, os EUA já haviam interceptado o navio a partir de outra embarcação.
Trump afirmou que a embarcação tentou furar um bloqueio naval imposto pelos EUA no Golfo de Omã. ‘Neste momento, fuzileiros navais dos EUA estão com a custódia da embarcação. O TOUSKA está sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA devido a um histórico anterior de atividades ilegais. Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo’, disse.
O Irã afirmou que o ataque é uma violação do cessar-fogo e prometeu uma resposta aos Estados Unidos. Segundo Teerã, o navio saiu da China e tinha como destino um porto iraniano. A ação norte-americana ocorreu em meio a uma escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos, a poucos dias do prazo para o fim do cessar-fogo entre os dois países.
Na sexta-feira (17), o Irã anunciou a reabertura total da rota no Estreito de Ormuz. No dia seguinte, no entanto, voltou atrás e disse ter fechado a via por causa do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos. No sábado (18), a Guarda Revolucionária do Irã atirou contra dois petroleiros indianos que transitavam pela região, ação criticada por Trump nas redes sociais.
“‘O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz — uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!’, escreveu Trump em publicação na manhã de domingo. ‘Isso não foi nada legal, foi?'”


