O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que as conversas para encerrar a guerra no Oriente Médio podem ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias.
As reações internacionais contra Trump aumentaram nesta terça-feira (14). O mundo observa atentamente a situação no Estreito de Ormuz, onde mais de 20 navios comerciais cruzaram a região nas últimas 24 horas, segundo o ‘Wall Street Journal’. O Comando Central dos Estados Unidos informou que nenhum navio com origem em portos iranianos passou pelo bloqueio e que seis embarcações foram obrigadas a retornar.
A operação americana envolve cerca de 10 mil militares, mais de uma dúzia de embarcações e dezenas de aeronaves. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, alertou que as ameaças ao estreito “terão consequências generalizadas para o mundo” e acusou os Estados Unidos de exigências excessivas.
Apesar da tensão militar, a diplomacia continua ativa. Trump revelou que os Estados Unidos propuseram ao Irã a suspensão de toda a atividade nuclear por 20 anos, mas o Irã teria sugerido uma suspensão de no máximo cinco anos. Um eventual acordo permitiria que o Irã mantivesse um programa nuclear para fins pacíficos.
Trump também criticou a primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, em entrevista a um jornal italiano, afirmando que ela não está disposta a ajudar os Estados Unidos a impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. “Estou chocado com ela. Pensei que ela tivesse coragem. Me enganei”, disse Trump.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, minimizou o fracasso das negociações recentes, afirmando que era irreal esperar que um problema tão complexo fosse resolvido na primeira rodada de conversas desde a Revolução Islâmica de 1979. Guterres enfatizou a importância de respeitar os direitos e as liberdades de navegação internacionais, incluindo no Estreito de Ormuz.
A China, maior compradora do petróleo iraniano, acompanha a crise de perto, já que depende do Estreito de Ormuz para garantir seu abastecimento energético. O presidente Xi Jinping afirmou que está comprometido com uma solução e criticou os Estados Unidos, dizendo que o mundo não pode voltar a uma “lei da selva”. Durante visita a Pequim, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, destacou a importância da China em iniciativas diplomáticas, afirmando que “o direito internacional está sendo atropelado”.
O diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, também alertou sobre a grave crise energética que o mundo enfrenta, afirmando que “nenhum país, absolutamente nenhum, está imune”.

