O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá com representantes de Israel e do Líbano na Casa Branca nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, durante a segunda rodada de negociações diretas entre os países.
Um funcionário do governo americano informou que ‘as conversas em nível de embaixadores entre Israel e Líbano ocorrerão agora na Casa Branca’ e que ‘o presidente Trump dará as boas-vindas a ambos os representantes na chegada’.
O foco principal do encontro é estender por mais 30 dias o cessar-fogo, que expira no domingo. As negociações serão mediadas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
A Embaixada dos Estados Unidos em Beirute já recomendou que cidadãos americanos deixem o país caso as negociações não resultem em uma extensão imediata da trégua. O convite de Trump veio após Israel e Líbano concordarem com um cessar-fogo de 10 dias, que ele chamou de ‘um ótimo pacote para cerca de uma semana’.
Apesar da atual trégua, as forças israelenses continuam atacando o Líbano na ofensiva contra o Hezbollah, grupo armado pró-Irã.
As negociações ocorrem após o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusar Israel de cometer crimes de guerra, depois que um ataque aéreo matou uma jornalista e deixou outra gravemente ferida no sul do país. ‘Alvejar jornalistas e obstruir o acesso das equipes de resgate a eles, e depois voltar a atacar essas equipes após sua chegada, constitui crimes de guerra’, escreveu o premiê libanês no X.
Ele acrescentou que os ataques israelenses contra profissionais de mídia deixaram de ser ‘incidentes isolados’ e passaram a ser ‘um método estabelecido que condenamos’. Na semana passada, autoridades libanesas e israelenses mantiveram conversas diretas pela primeira vez em mais de três décadas.
O Hezbollah descreveu as tratativas como parte de uma série de ‘concessões perdedoras’ que o governo libanês tem feito ao israelense. ‘Rejeitamos as negociações com a entidade israelense ocupante. Essas negociações são fúteis’, disse o líder do grupo armado, Naim Qassem, na semana passada.
‘Ninguém tem o direito de levar o Líbano nessa direção sem um consenso interno entre os seus componentes, o que não aconteceu.’


