O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou uma campanha para incentivar adolescentes de 16 e 17 anos a tirarem o título de eleitor. Aqueles que têm 15 anos e completarão 16 até o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, também podem solicitar o documento.
O Brasil conta com 5,8 milhões de adolescentes nessa faixa etária. Até fevereiro, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que quase 1,8 milhão de adolescentes já haviam feito o cadastro eleitoral, representando apenas dois em cada dez adolescentes aptos a votar. O voto para essa faixa etária é facultativo.
““Tirar o título é o primeiro passo para garantir que as demandas de adolescentes sejam consideradas nas eleições de outubro. E ninguém melhor que os próprios adolescentes para mobilizar seus pares sobre a importância de participar do exercício democrático do país”, disse Gabriela Mora, especialista em Desenvolvimento e Participação de Adolescente no Fundo.”
Em parceria com o TSE, o Unicef divulgará a iniciativa durante abril em redes sociais e meios de comunicação. Além disso, será lançada uma gincana digital que premiará grupos de adolescentes que conseguirem incentivar mais jovens a tirar o título de eleitor em suas regiões. A gincana envolverá Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs), presentes em mais de 2.300 municípios e ligados ao fundo das Nações Unidas.
Conforme dados do TSE de fevereiro de 2026, citados pelo Unicef, os estados com o maior número de adolescentes aptos a votar são Rondônia (40,4%), Tocantins (39,2%) e Piauí (36,7%). Por outro lado, o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro apresentam os menores percentuais.
O prazo para tirar ou regularizar o título de eleitor termina em 6 de maio. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros a partir dos 18 anos e facultativos para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar.

