A região do Vale do Paraíba registrou 54 mortes por doenças respiratórias em 2026, número igual ao do mesmo período de 2025, apesar da queda no total de casos. Dados do painel do Governo de São Paulo indicam que, até a 13ª semana epidemiológica deste ano, foram confirmados 530 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), resultando em uma taxa de letalidade de 10,2%. Em 2025, foram 832 casos e uma taxa de letalidade de 6,5%.
O pneumologista José Roberto Megda Filho afirmou que os casos de SRAG foram mais graves em 2026 em comparação ao ano anterior. Ele explicou que “os casos chegaram mais cedo e com maior gravidade”. Segundo o médico, o número de mortes igual, mesmo com menos casos, pode estar relacionado à circulação de uma cepa mais agressiva do vírus, a subclasse “K” da H3N2.
Megda Filho destacou que essa cepa já havia causado quadros mais graves nos Estados Unidos no ano passado e agora avança no Brasil. “A cepa H3N2, que é o que está aumentando aqui no Brasil, foi a mais importante em 2026, de gripe grave nos Estados Unidos”, afirmou.
Neste ano, foram registradas 185 internações em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) na região, com uma incidência de quase 22 casos a cada 100 mil habitantes. A vacinação contra a gripe é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir o risco de morte, especialmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
A imunização ajuda o organismo a reconhecer o vírus e reagir mais rapidamente, evitando complicações. Os principais sintomas da gripe incluem febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo, cansaço e, em alguns casos, falta de ar. Ao apresentar sinais mais intensos ou persistentes, a orientação é procurar atendimento médico, pois a doença pode evoluir para quadros mais graves, como pneumonia.

