O vereador Auciélio Lima da Silva, conhecido como Baixinho Baiano, foi condenado a mais de seis anos de prisão por agredir sua esposa em Porto Walter, no Acre. A decisão foi proferida pela Justiça em janeiro de 2026, após a análise de provas que incluem vídeos das agressões, que ocorreram entre o final de 2023 e 2024.
Em nota, Auciélio negou as acusações e afirmou ser inocente, atribuindo a denúncia a motivações políticas. As imagens mostram o vereador, aparentemente alcoolizado, xingando e agredindo a mulher dentro de um carro. “Tu foi uma pilantra e sem-vergonha comigo”, diz ele em um dos vídeos.
A juíza Marilene Goulart Verissimo Zhu destacou que o réu apresentou comportamento agressivo e violento, violando a integridade física e moral da vítima. A Justiça determinou que Auciélio cumpra seis anos, dez meses e oito dias de prisão em regime fechado. Sua defesa recorreu da decisão, alegando que algumas provas não foram analisadas e pedindo o direito de cumprir a pena em liberdade, mas a solicitação foi negada.
Auciélio foi o vereador mais votado em Porto Walter nas eleições de 2024, obtendo 600 votos, o que representa 9% do total. Ele começou a ser investigado em maio de 2024, após denúncias anônimas e a divulgação de vídeos que mostravam as agressões. A mulher foi atendida em um hospital e, embora tenha negado as agressões à polícia, o médico que a atendeu suspeitou de um possível trauma craniano.
O vereador afirmou que os vídeos foram gravados para que ele assistisse após as brigas e que o casal continua junto. A Câmara Municipal de Vereadores ressaltou que o caso está em grau de recurso e que a presunção de inocência deve ser respeitada até que haja uma decisão definitiva.
A juíza argumentou que as provas demonstram a materialidade e a autoria do crime de lesão corporal, com evidências suficientes para comprovar a agressão. A defesa do vereador continua a contestar a decisão e aguarda as próximas fases do processo.
“”Quero deixar claro que, apesar de existir uma decisão desfavorável à minha pessoa, ela não é definitiva e está sendo contestada. Reafirmo que a minha inocência será devidamente comprovada”, disse Auciélio.”
A Câmara Municipal também enfatizou que não há reconhecimento definitivo de culpabilidade e que qualquer medida administrativa em relação ao mandato do vereador dependerá do trânsito em julgado da decisão judicial.

