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Vice-prefeito de Rio Preto é acusado de injúria racial e processo é retomado

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de abril de 2026 16:18
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça de Mirassol (SP) decidiu retomar a ação contra o vice-prefeito de São José do Rio Preto, Fábio Marcondes (PL), por injúria racial. Ele é acusado de ter chamado um segurança do Palmeiras de “macaco”. A decisão foi publicada na quarta-feira, 22 de abril de 2026.

O incidente ocorreu em fevereiro de 2025 e foi registrado em vídeo pela equipe de reportagem da TV TEM. Nas imagens, Marcondes é visto xingando o funcionário de ‘lixo’. Em seguida, ao se virar de costas para a câmera, é possível ouvir um grito, e um dos seguranças responde: ‘Racismo, não’.

A ação estava suspensa desde o início de abril, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar a remoção de um relatório da Polícia Civil que utilizou Inteligência Artificial (IA) e indicou que Marcondes teria dito “macaco velho”. A juíza da 1ª Vara de Mirassol, Natália Berti, ordenou que o processo voltasse a tramitar sem considerar o relatório produzido com IA.

Com a retomada do processo, ele será encaminhado ao Ministério Público, que terá dez dias para se manifestar. O promotor responsável pela análise afirmou que decidirá se dará prosseguimento ao caso com base nas provas disponíveis. Após essa etapa, tanto o assistente de acusação quanto a defesa de Marcondes poderão apresentar suas manifestações.

Depois dessas etapas, o processo retornará à Justiça, que decidirá sobre a admissibilidade da acusação. A defesa de Marcondes não respondeu ao pedido de comentário até a última atualização. Por outro lado, a defesa do segurança do Palmeiras, Adilson Antônio de Oliveira, declarou que espera uma nova denúncia do Ministério Público, ressaltando que existem evidências robustas nos autos que justificam o reinício da ação penal.

O inquérito policial, concluído pelo delegado Renato Camacho, indicou que, apesar de laudos periciais apontarem que os termos utilizados por Marcondes eram “paca véa”, análises do vídeo sugerem que é “praticamente impossível” não reconhecer que as palavras proferidas eram de gênero masculino. Com isso, Marcondes foi denunciado pelo Ministério Público por injúria racial, e a Justiça de Mirassol aceitou a denúncia, tornando-o réu.

A defesa de Marcondes nega a acusação, afirmando que a expressão utilizada foi “paca véia” e não possui conotação racista. Os advogados apresentaram um habeas corpus para interromper o processo.

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