Novos vídeos de câmeras de segurança mostram os suspeitos pela morte da guarda civil metropolitana Sara Andrade dos Reis, de 34 anos, em outra ação na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo. Sara foi encontrada baleada na manhã de domingo (19) e o crime ainda não tem explicação.
A Polícia Militar registrou inicialmente o caso como queda de motocicleta. No entanto, PMs constataram que a vítima havia sido atingida por disparos na cabeça e no ombro. As imagens, acessadas pela TV Globo, mostram os suspeitos em uma abordagem suspeita em uma rua a cerca de cinco minutos do local onde Sara foi baleada.
O vídeo revela que o piloto da moto veste uma blusa azul, enquanto o garupa usa roupa escura. Ambos estão de capacete e aparecem na Rua Ouricana, no Jabaquara. O relógio da câmera de rua marca 5h31. É possível ver que um dos homens desce da moto e se aproxima de pessoas na rua, mas não é possível determinar se houve assalto. Após isso, ele retorna à moto e os dois deixam o local.
A polícia não informou se houve outras queixas no horário e nas proximidades da Rodovia dos Imigrantes, além do crime que vitimou a GCM Sara.
A despedida e as últimas homenagens à GCM Sara Andrade dos Reis ocorreram na tarde de segunda-feira (20), no Cemitério do Araçá, na Zona Oeste da capital. A mãe de Sara, Rosângela Andrade dos Reis, expressou sua dor: “Ela amava o que ela fazia. Através da Guarda, ela trazia o sustento para a filha única, de 2 anos, e eu perdi para quem? Perdi para os bandidos. Eles sabiam que era uma menina, era uma moça de 34 anos, e eles mataram sem dó. E eu faço o quê, agora?”.
A GCM havia saído de casa, em Diadema, e ia para o trabalho quando foi baleada. Ela levou dois tiros: um no ombro e outro na cabeça, e morreu no local. Na tarde de segunda-feira (20), a polícia recolheu uma mochila para perícia, que estava abandonada nas proximidades do viaduto. A investigação continua coletando imagens e informações que possam ajudar na identificação e prisão dos autores do crime.
O pai de Sara, Jonas Batista, também se manifestou: “Espero justiça, né? Mais justiça, mais leis severas contra esses caras que estão na rua tirando a vida dos outros por um celular, por bobagem. Eles tiram a vida à toa”.

