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Virginia Fonseca revela diagnóstico de alopecia areata e desabafa nas redes sociais

Amanda Rocha
Última atualização: 24 de abril de 2026 08:47
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A influenciadora Virginia Fonseca, 27, anunciou que foi diagnosticada com alopecia areata e fez um desabafo sobre a condição em suas redes sociais. Virginia revelou que esta é a terceira vez que percebe falhas em seu couro cabeludo, mas que em todas as ocasiões conseguiu reverter o problema.

“Apareceu uma alopecia em mim, gente, de novo… Na época da minha base surgiram três, tratei e ficou tudo certo. Agora, com essa, vou tratar e vai dar tudo certo também, se Deus quiser”, afirmou Virginia em seus stories do Instagram.

Ela também pediu ao médico Alessandro, responsável pelos seus procedimentos estéticos, que explicasse a situação e a importância de iniciar o tratamento o quanto antes. O médico destacou que é fundamental que as pessoas compreendam que a alopecia areata, anteriormente conhecida como ‘pelada’, deve ter suas causas investigadas. “Um dos principais fatores envolvidos, muitas vezes, é o estresse”, explicou.

Alessandro acrescentou que, embora Virginia não tenha uma rotina excessivamente estressante, isso pode, eventualmente, desencadear o quadro de alopecia areata. “Existem tratamentos que ajudam a reduzir a ação dos anticorpos que atacam os folículos capilares, permitindo que o cabelo volte a crescer. Um ponto interessante, e relativamente comum, é que o cabelo pode nascer inicialmente branco antes de recuperar a coloração natural”, detalhou.

O médico também mencionou que o caso de Virginia se refere a uma pequena placa que pode ser identificada por um cabeleireiro. A dermatologista Debora Terra Cardial, membro da Sociedade Europeia de Dermatologia e Venereologia, explicou que a alopecia areata é caracterizada pelo ataque do sistema imunológico aos folículos capilares, podendo causar falhas arredondadas em diversas áreas, não apenas no couro cabeludo, mas também em cílios, sobrancelhas e barba.

A condição é considerada autoimune, pois envolve um erro na regulação do folículo. A dermatologista Caroline Romanelli, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo (SBD-RESP), esclareceu que “há uma quebra do privilégio imunológico do folículo, que passa a ser reconhecido como um alvo. O sistema imune ataca erroneamente os folículos capilares, resultando na queda de cabelo.”

Estudos indicam que fatores genéticos têm um papel importante na alopecia areata. Indivíduos com familiares que tiveram alopecia, vitiligo ou alterações da tireoide, além de pessoas com síndrome de Down, apresentam maior risco. Situações de estresse emocional ou físico podem atuar como gatilhos, mas não são causas isoladas.

A alopecia areata pode se manifestar de diferentes formas: alopecia em placas (falhas arredondadas no couro cabeludo), alopecia total (perda de todo o cabelo da cabeça) e alopecia universal (perda de todos os pelos do corpo, incluindo sobrancelhas, cílios e barba).

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