O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciou que não disputará uma vaga no Senado pelo Amapá nas eleições deste ano. Ele permanecerá no cargo no governo federal até dezembro.
Góes, indicado para o ministério com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enfrentaria uma disputa desafiadora. Em levantamento da AtlasIntel divulgado na quarta-feira (1º), ele ocupava a quarta posição nas intenções de voto.
No estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende apoiar a reeleição de Randolfe Rodrigues (PT), que lidera o governo no Senado. Em nota, Góes afirmou que aceitou o convite de Lula para continuar à frente da pasta, destacando seu compromisso com a continuidade das ações iniciadas em janeiro de 2023.
A decisão de Góes implica adiar, por ora, seus planos de concorrer a um novo cargo eletivo. Ele já governou o Amapá por quatro mandatos e estava articulando a troca do PDT pelo União Brasil, partido ligado a Alcolumbre, para viabilizar sua candidatura ao Senado.
Para isso, ele precisaria deixar o cargo até o próximo sábado (4). Até o momento, ao menos 12 ministros já se desligaram oficialmente de suas funções para disputar as eleições, e pelo menos outros dois devem seguir o mesmo caminho em breve.
Com a permanência de Góes, resta apenas um ministro que ainda não definiu se continuará no governo ou se participará do pleito: Márcio França, da pasta de Empreendedorismo. Wolney Queiroz, da Previdência, também era uma incógnita, mas nesta quinta-feira (2) anunciou que não deixará o cargo para disputar as eleições.
Queiroz foi cotado como possível candidato a deputado federal por Pernambuco, mas Lula decidiu mantê-lo no cargo e pediu que priorize a gestão do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), especialmente no acompanhamento de programas de ressarcimento e na redução de filas.


