O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (24) que Ricardo Couto deve continuar como governador do Rio de Janeiro. Couto, que é presidente do Tribunal de Justiça do Estado, ocupa o cargo interinamente.
A decisão foi tomada após um pedido do PSD, partido do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, que é pré-candidato ao governo nas eleições de outubro. O PSD solicitou que Zanin confirmasse uma decisão liminar anterior, proferida em março.
Em sua declaração, Zanin afirmou que não era necessário emitir uma nova decisão, pois a permanência de Couto no governo já havia sido ratificada pelo plenário do STF e continua válida. O ministro também comentou sobre a eleição de Douglas Ruas (PL) para a presidência da Alerj, que foi questionada no Supremo, ressaltando que essa eleição pode ter efeitos apenas na Casa Legislativa, sem alterar a decisão do plenário do STF.
O Estado do Rio de Janeiro enfrenta uma crise institucional após a cassação do mandato do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), que se tornou inelegível por oito anos. Com a saída de Castro, o presidente da Alerj deveria assumir o governo, mas o estado já estava sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Com a vacância dupla no Executivo, o STF começou a analisar como deve ser feita a escolha do novo governador, se por eleição direta ou indireta. A decisão sobre o formato da eleição foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, com o placar em 4 a 1 a favor das eleições indiretas.


