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Escolas criam protocolos para acolher alunos transferidos e reduzir ansiedade

Carla Fernandes
Última atualização: 24 de maio de 2026 07:38
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Escolas do Rio de Janeiro implementam protocolos de acolhimento para alunos transferidos, com acompanhamento pedagógico e emocional, visando reduzir a ansiedade e facilitar a integração.

O Colégio Notre Dame, no Recreio, acompanha os alunos transferidos com padrinhos de turma e contato frequente com as famílias para monitorar a adaptação nos primeiros dias e semanas. Avaliações diagnósticas também são aplicadas para identificar diferenças acadêmicas que possam impactar o processo.

No Colégio Cruzeiro, tradicional escola alemã, atividades em grupo estimulam a integração social, e alunos estrangeiros recebem aulas de apoio no contraturno durante o primeiro ano. A instituição também promove encontros com famílias para acompanhamento próximo.

O Colégio Matriz Educação, na Taquara, criou um protocolo que inclui escuta da família para entender o contexto da transferência e atividades socioemocionais na disciplina Habilidade de Vida, focada em empatia e convivência. A unidade do Colégio e Curso Pensi, na Freguesia, realiza apresentação formal do aluno à turma e designa um colaborador como referência para facilitar a adaptação.

Nas escolas públicas do Rio, transferências são feitas durante o ano pelo site Matrícula Fácil ou diretamente nas unidades, com suporte acadêmico e emocional oferecido pelas Coordenadorias Regionais de Educação. O diretor da Escola Municipal Albert Einstein destaca o papel do grêmio estudantil na integração dos novos alunos.

Especialistas recomendam diálogo aberto entre família e estudante para lidar com inseguranças e evitar que a transferência seja vista como evento ameaçador. Atenção a sinais como isolamento, queda no rendimento e alterações no sono é fundamental para identificar dificuldades na adaptação.

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