Carlo Ancelotti assumiu a seleção brasileira com o objetivo de conduzir o time ao Mundial 2026 em um ambiente de maior tranquilidade. O técnico, que completou 67 anos, busca encerrar o jejum de 24 anos do país sem um título, conciliando sua experiência europeia com a paixão do futebol brasileiro.
Ancelotti, campeão com clubes como Milan, Chelsea, Paris Saint-Germain, Real Madrid e Bayern de Munique, já conhecia atletas brasileiros, mas adaptou-se ao jeito do esporte nacional. Sua liderança, descrita como tranquila, permitiu que o time se estruturasse rapidamente em torno de sua gestão. O técnico demonstra proximidade com os jogadores, levantando-se para conversar individualmente na concentração e abraçar os atletas.
O comandante tem se dedicado a se comunicar em português, utilizando metáforas para esclarecer pontos complexos, como ao ser questionado sobre a convocação de um jogador lesionado. Além da afinidade humana, os relatos dos atletas apontam um refinamento técnico e tático, com leitura de jogo afiada, evidenciada por anotações feitas durante viagens.
A relação com a CBF foi consolidada com a renovação de contrato até 2030. O técnico mantém clareza sobre a gestão, utilizando o coordenador como porta-voz, e prefere falar a verdade em vez de gerar especulações sobre questões de campo.


