Ataques militares entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano resultaram na morte de pelo menos 47 pessoas e colocam em risco o acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã. A escalada da violência motivou a França a pedir que Washington pressione Israel para cessar as hostilidades.
Os bombardeios, atribuídos a Israel, causaram a morte de 47 pessoas em território libanês, segundo o Ministério da Saúde de Beirute. Em ações letais, quatro soldados israelenses foram mortos, conforme informação de Tel Aviv. O acordo entre Washington e Teerã, firmado no dia 14, previa o fim das operações militares de todas as partes no Oriente Médio.
Apesar de um cessar-fogo anunciado por Israel e Hezbollah, a implementação foi questionada por veículos de comunicação, que registraram novos ataques israelenses. Paralelamente, negociações técnicas entre EUA e Irã foram adiadas, pois representantes iranianos cancelaram a participação devido aos ataques no Líbano.
O memorando de entendimento estabelece um prazo de 60 dias para negociadores chegarem a um acordo sobre o programa nuclear iraniano e prevê um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões para o Irã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, acusou Israel de buscar uma “guerra permanente”.

