O Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, estabelecendo o patamar de 14,25% ao ano. Este corte marca a terceira redução consecutiva da taxa de juros, ocorrida em uma quarta-feira de decisões econômicas no Brasil e nos Estados Unidos.
O Comitê de Política Monetária (Copom) informou que o quadro inflacionário piorou desde a reunião de abril, afetando tanto o comportamento dos preços quanto as projeções de inflação. Em seu comunicado, o Copom declarou que o aumento da incerteza exige cautela na condução da política monetária.
Em paralelo, o Fed, Banco Central americano, manteve os juros na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano sob a direção de Kevin Warsh. Contudo, a maioria dos diretores do Fed prevê alta nos juros americanos ainda em 2026, o que gerou baixa nas bolsas e elevou o dólar para R$ 5,10.
Um sócio da Valor Investimentos comentou que a falta de diligência com as contas públicas brasileiras gera receio no mercado. Segundo ele, esse receio resulta no pedido por juros mais agressivos, limitando o espaço para novas quedas no crédito.

