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Brasil busca aliança com vizinhos para exportar biocombustíveis à Europa

Carla Fernandes
Última atualização: 20 de junho de 2026 09:15
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O Brasil busca construir uma aliança com Argentina e Paraguai para aumentar a exportação de biocombustíveis, como etanol e SAF, para a Europa. A iniciativa visa diminuir a resistência do bloco europeu a esses combustíveis, em um momento em que a União Europeia debate regulamentações que podem dificultar a importação.

O interesse latino-americano é expandir vendas para um grande mercado consumidor, que reduziu o consumo de combustíveis fósseis desde as guerras na Ucrânia e no Irã. Jerônimo Goergen, presidente da Associação Brasileira de Biocombustíveis, afirmou que é necessário alinhar o discurso, pois Brasil, Paraguai e Argentina utilizam matérias-primas distintas em suas produções. “Queremos buscar uma unificação de posição”, disse ele, citando a internacionalização do setor.

A União Europeia, por sua vez, tem focado na diversificação de fornecedores desde 2022. Contudo, diplomatas brasileiros e europeus comentaram sob reserva que, no momento, o foco do bloco não é substituir fósseis por biocombustíveis, mas sim minerais críticos e terras raras. O Parlamento Europeu também tramita uma resolução que pode classificar biocombustíveis de óleo de palma e soja como não sustentáveis a partir de 2030, se aprovada até agosto.

Em 2025, o país exportou 1,6 bilhão de litros de etanol, com pouco mais de 200 milhões indo para o continente. Produtores brasileiros defendem que a produção na América Latina permite múltiplos ciclos anuais, o que contraria o argumento europeu de que a produção vegetal contribui para a insegurança alimentar e desmatamento.

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