O Brasil pode se beneficiar da disputa tecnológica entre Estados Unidos e China, posicionando-se como ator central na corrida da Inteligência Artificial. Segundo Thaíse Hittenband, cofundadora da Convex, o país possui uma oportunidade de barganha ao oferecer infraestrutura para a cadeia tecnológica.
A disputa comercial dos Estados Unidos com o Brasil transcende tarifas de produtos, abrangendo temas como economia digital, propriedade intelectual, plataformas tecnológicas e serviços eletrônicos. Hittenband afirmou que os Estados Unidos veem o Brasil como uma potência capaz de prover a infraestrutura necessária para a corrida tecnológica atual.
Devido ao fato de China e Estados Unidos serem os dois maiores parceiros comerciais do Brasil, o país não pode adotar um alinhamento ideológico com qualquer um dos lados. A especialista defendeu que o pragmatismo deve guiar as ações comerciais brasileiras neste momento.
A grande vantagem, segundo Hittenband, reside em não tomar partido, mas sim aproveitar a competição global. O Brasil busca um canal de comunicação e um alinhamento equilibrado, sem cooperar em tempo integral com os EUA, enquanto as pressões americanas buscam identificar aliados.

