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Canetas emagrecedoras reduzem risco de câncer ligado à obesidade

Carla Fernandes
Última atualização: 8 de junho de 2026 09:50
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Um estudo conduzido nos Estados Unidos revelou que o uso de análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, reduz em 41% o risco de desenvolver cânceres associados à obesidade em pacientes sem diabetes. A pesquisa, que analisou dados de mais de 229 mil indivíduos, aponta um benefício adicional dos medicamentos na prevenção de malignidades.

A análise, publicada na revista científica Annals of Oncology, foi realizada por pesquisadores do Houston Methodist Hospital. O estudo utilizou informações de 229.467 pacientes com obesidade, coletadas pelo banco de dados TriNetX. Entre dezembro de 2014 e junho de 2025, 86.422 pacientes receberam prescrições de semaglutida ou tirzepatida, enquanto 143.045 receberam apenas orientação sobre dieta e exercício físico.

Ao comparar os grupos, os pesquisadores constataram a redução de 41% no risco de 13 tipos de câncer relacionados à obesidade entre os usuários das medicações no período de dois anos. A autora sênior do estudo, Aparna Kamat, disse que o risco geral de câncer foi reduzido em 41%, com quedas maiores em subgrupos, como quase 70% em homens. Houve também uma redução de 58% na incidência de câncer de endométrio.

Os tumores estudados incluem câncer de endométrio, mama, intestino, rim, pâncreas, tireoide, ovário, esôfago, estômago, fígado e vesícula biliar, além de mieloma múltiplo e meningioma. A especialista alertou que os resultados não comprovam causalidade, mas oferecem uma razão adicional para médicos considerarem os fármacos em pacientes obesos sem diabetes.

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