A negociação de acordo de colaboração premiada de um banqueiro entra nesta semana em fase decisiva. A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem analisar a proposta revisada e indicar os próximos passos das tratativas.
A expectativa entre os envolvidos é que haja uma reunião entre representantes da PF, da PGR e os advogados do empresário para discutir ajustes e complementações. A nova proposta foi apresentada na semana passada, após uma primeira versão ter sido rejeitada pelas autoridades. Segundo fontes ligadas ao caso, as instituições solicitaram esclarecimentos em diferentes pontos da narrativa apresentada.
As negociações ocorrem sob um regime especial de acesso dos advogados ao banqueiro, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero. Esse acesso diário, que começou no dia 25 do mês passado, termina na próxima sexta-feira, pressionando por uma definição.
A avaliação das autoridades considera a consistência dos relatos e a existência de informações inéditas. Interlocutores afirmaram que os relatos atuais são mais detalhados que a primeira versão, que foi rejeitada em maio. O primeiro documento estava sob sigilo de Justiça e buscava justificar pagamentos e relacionamentos com políticos.


