Indicadores econômicos recentes apontam para pressão inflacionária e mercado de trabalho aquecido, forçando o Federal Reserve a considerar aumentos nas taxas de juros. O Core PCE subiu mensalmente por um ano, e o mercado de trabalho registrou 159,0 milhões de empregos não agrícolas em maio, segundo o Bureau of Labor Statistics.
O aumento da inflação é evidenciado pelo Core PCE, que subiu de 126,1 em junho de 2025 para 129,6 em abril de 2026. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) também seguiu essa trajetória, passando de 325,3 em janeiro de 2026 para 333,0 em abril. O crescimento salarial de 3,4% em um mercado de trabalho apertado reforça o motor de inflação de serviços que o Fed tenta conter.
O mercado de títulos já reflete essa mudança. Em 5 de junho, o rendimento do título de 30 anos ultrapassou 5%, sinalizando que investidores rejeitam a narrativa de desinflação. O CME FedWatch atribui cerca de 60% de probabilidade a pelo menos um aumento de taxa antes do fim do ano, em contraste com expectativas anteriores de cortes.
Enquanto o presidente Donald Trump defendeu que elevar juros seria incorreto, os dados indicam o oposto. O Produto Interno Bruto (PIB) real expandiu 2% no primeiro trimestre, com investimento privado em 7% e exportações em 13%. O analista Kevin Warsh, que preside a reunião do Federal Open Market Committee, enfrenta dados que apontam para a necessidade de cautela do Fed.

