A defesa do ex-presidente admitiu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a arma de fogo apreendida em blitz pela Polícia do Distrito Federal pertencia a ele. O documento anexado ao processo detalha que um militar do Exército conduzia o veículo onde o armamento estava.
A defesa informou que a pistola foi entregue a um militar do Exército para que verificasse uma falha no manuseio do ferrolho. Segundo os advogados, a entrega teve como única finalidade a identificação do defeito e o reparo do equipamento, pois o ex-presidente faz uso de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição.
Os advogados também declararam que, mesmo após a condenação por tentativa de golpe, não houve determinação judicial para a entrega ou cancelamento de registros de armas. Eles afirmaram que o peticionário não estava em situação irregular e que entregaria o armamento se houvesse ordem judicial.
A arma foi apreendida na madrugada de segunda-feira (15) no carro de um militar do Exército que conduzia veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A Polícia do Distrito Federal abriu inquérito para apurar o caso, e o ministro Moraes solicitou esclarecimentos à defesa.


