O dólar recuou 0,20% na sexta-feira, 19, fechando a R$ 5,1648, mas encerrou a semana com valorização de 2,04% no mercado local. A baixa diária ocorreu em meio à liquidez reduzida, enquanto o fortalecimento da moeda americana é atribuído ao discurso firme do Federal Reserve (Fed).
Apesar do recuo na sexta, a moeda americana acumulou ganhos significativos na semana. Especialistas apontam que o tom duro do Fed, reforçado pelo compromisso do novo presidente, Kevin Warsh, com a estabilidade de preços, impulsiona o dólar. O índice DXY, que mede o comportamento da divisa frente a seis moedas fortes, operou em alta de 0,11% às 17h, atingindo 100,734 pontos.
O mercado brasileiro também reagiu a declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou não pretender alterar pisos constitucionais de saúde e educação ou acabar com a vinculação do salário mínimo. Embora essa fala tenha gerado reação em profissionais de renda fixa, o Ibovespa fechou em 168.333,61 pontos, com variação de 0,03% na sexta-feira, sob liquidez reduzida.
Analistas indicam que a política monetária americana e a instabilidade política interna são vetores de risco para o real. O Goldman Sachs avalia que a postura do Fed é mais determinante para a dinâmica global do dólar do que os desenvolvimentos no Oriente Médio. Além disso, o desconforto com a comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) manteve o segmento de juros sob pressão.


